
Buscando um ambiente de trabalho saudável, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) realizou ações ligadas à campanha Setembro Amarelo, voltada à prevenção do suicídio. As ações realizadas durante o mês foram mais esforços do HCB no cuidado com a saúde mental - o Hospital conta com equipe de psicologia específica para atender a equipe e também promoveu ações sobre o tema em janeiro.
Na quinta-feira (15/09/2022), funcionários do HCB participaram de palestra sobre o estado de flow, conduzida pela psicóloga Thaís de Oliveira (foto abaixo). “Quando eu busco esse estado, consigo me conectar com minhas emoções e estar mais presente no momento, no trabalho, na família, em outros espaços que vivencio; o estado de flow nos conecta com isso”, explicou Oliveira. Ela conduziu exercícios para que a equipe aprendesse a acessar este estado e, dessa forma, alcançar mais qualidade de vida.

Oliveira alertou que o estado de flow não se trata de negar problemas e situações negativas: constantemente, é preciso se esforçar para supera-las e voltar ao estado de conexão. “Não podemos naturalizar as coisas e achar que está tudo certo, normal. Quando nos inquietamos, buscamos a mudança dentro de nós e isso reflete no nosso ambiente. Não vamos estar sempre em flow, mas quando buscamos esse momento, conseguimos ter mais qualidade de vida. Ele ajuda a dizer, para nós mesmos, como vamos enfrentar uma situação buscando a tranquilidade, serenidade e preservar a saúde mental”, afirmou.
Na terça-feira (27/09/2022), o tema abordado foi a violência contra a mulher. Atuando há mais de 10 anos com casos de violência e tendo atendido mais de mil ocorrências, a juíza de direito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Gislaine Reis (foto abaixo) utilizou notícias e referências históricas e culturais para tratar do tema. “Muito antes do coronavírus, a OMS já declarou a violência contra a mulher como pandemia, porque ela é sistêmica, mundial, de difícil resolução, complexa”, disse Reis.

A juíza destacou que, por trabalharem com público pediátrico, os funcionários do HCB precisam estar atentos a sinais de violência, mesmo que as crianças e adolescentes não sejam a vítima direta da agressão. “Quando falamos de criança, qual a nossa grande preocupação? A reprodução transgeracional da violência; a criança que está num lar violento vai ter grande risco de reproduzir essa violência, ou ter traumas, problemas psicológicos. Quando cuidamos para acabar com a violência dentro de um lar, estamos protegendo a criança”, alertou.
Além das palestras, a equipe do Hospital participou, ao longo de todo o mês, de dinâmica que promoveu o compartilhamento de mensagens positivas, por meio de uma árvore de recados localizada próxima à entrada do refeitório dos funcionários.
Texto e fotos: Maria Clara Oliveira