Lavagem de mãos, uma arma eficiente no controle de infecção hospitalar

19/10/2022

A área de Controle de Infecção do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) reuniu gestores de todo o Hospital para apresentar dados e alertar sobre a importância de mudar padrões de comportamento, uma arma eficiente no controle de infecção hospitalar. 

O infectologista e responsável pela área, Bruno Oliveira e Lima, convocou todos para que se envolvam e ajudem na conscientização da importância de ações a serem incorporadas no dia a dia do ambiente hospitalar.

"O grande desafio hoje e do futuro da medicina é o controle das bactérias multirresistentes. Por isso, é importante tanto para os pacientes, individualmente, quanto epidemiologicamente para a sociedade. Aqui no HCB, temos reduzido e estabilizamos em índices muito baixos se comparados a hospitais do SUS. A considerar a complexidade de pacientes que atendemos, os casos de infecção do trato urinário e ventilação mecânica já estão há muitos meses se responsável pela área.

"Nós  fazemos treinamentos diários de equipes e auditorias frequentemente. E recomendamos aos profissionais da assistência para que não usem adornos (anéis, brincos, pingentes e unhas postiças). A prescrição de antimicrobianos, a higiene ambiental e de CME  e do uso de dispositivos hospitalares são outras condutas observadas. Fazemos, também, o controle de isolamento de pacientes que apresentem bactérias multirresistentes", concluiu o infectologista.

A diretora técnica do HCB, a hematologista Isis Magalhães, elogiou a iniciativa em difundir informações aos gestores "pois perpassa a área de assistência", disse a médica. "É a construção de uma mudança de cultura. Nós temos de pensar na responsabilidade com a prevenção da infecção. Chama-se ‘infecção relacionada à assistência’, que ocorre quando o paciente vem por conta de um problema e está susceptível a uma bactéria multirresistente.Temos de levar isso com bastante seriedade e melhorar esta cultura da prevenção a todo o hospital  e aos acompanhantes”.

Isis Magalhães lamenta, no que se refere a muitos acompanhantes: "após enfrentar a pandemia, uma vez vencida, foram por eles  esquecidas as medidas de lavagem de mãos e os cuidados recomendados”.

O HCB está realizando uma campanha interna com cards e palestras de alerta para o não uso de adornos e outros objetos que acumulem, eventualmente, resíduos contaminantes e bactérias.

 

Texto e foto: Cláudia Miani