HCB usa abordagem lúdica para reforçar medidas de segurança do paciente

30/03/2026

O cuidado com a segurança do paciente é uma constante no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB). Entre as diferentes ações para garantir que todos os funcionários estejam comprometidos com as condutas corretas no atendimento, a equipe do Núcleo de Segurança do Paciente acompanha de perto as áreas assistenciais, verifica o cumprimento das normas e realiza treinamentos periódicos. “Temos um Plano Institucional de Segurança do Paciente e prevemos ações voltadas a reforçar, junto aos funcionários, quais as práticas que temos para que o cuidado com o paciente seja mais seguro”, explica a gerente de Qualidade e Segurança do Paciente do HCB, Laise Moreira.

Em março, um desses momentos educativos adotou uma abordagem lúdica para engajar a equipe. Ao longo de uma semana, um “carrinho” passou por diferentes alas do Hospital, levando consigo peões, dados e a oportunidade de relembrar conhecimentos. Tratava-se do “PitStop da Segurança do Paciente”: uma parada obrigatória para reforçar as normas do HCB relativas à higienização de mãos, identificação correta e medicação segura, por exemplo. “Fizemos jogo de tabuleiro e campo minado; através deles, trouxemos perguntas para que o próprio funcionário consiga responder como se aplicam essas boas práticas. Conforme eles vão jogando e brincando, essas informações são reforçadas”, relata Moreira.

Organizado pelo Núcleo de Segurança do Paciente do HCB, o PitStop foi direcionado a toda a equipe envolvida no cuidado com as crianças. Ágil, permitiu a participação dos profissionais sem impactar a rotina dos atendimentos. A metodologia escolhida estimulou a competição saudável, em que os times acabavam por ajudar uns aos outros na garantia de que os pacientes sejam sempre os maiores vencedores.

“Esse tipo de treinamento acrescenta muito para a gente, enquanto profissionais. É uma forma mais leve e gostosa de aprendermos”, afirma a enfermeira Karen Costa. Atuando como rotineira do Transplante de Medula Óssea, ela gostou do fato do campo minado trazer perguntas relativas a outros setores do Hospital: “É importante, porque são áreas em que não tenho conhecimento tão aprofundado; com esse tipo de atividade, a gente revisita conteúdos que, há muito tempo, não via”.

Para a assistente social Elísia Ferreira (foto acima, à esquerda), os jogos foram uma maneira divertida de unir os colegas que têm funções diferentes e aprender com as questões direcionadas a eles: “Como eu sou da equipe multidisciplinar, aprendo muita coisa do dia a dia da equipe que está lidando cotidianamente com o paciente”.

Segundo Laise Moreira, estimular os profissionais a responder sobre temas que não façam parte de suas atividades diárias é interessante no contexto assistencial, já que a movimentação de uma área para outra é bastante dinâmica. Além disso, como as equipes se integram ao longo do tratamento, o cuidado com uma mesma criança passa por diferentes setores. “Quando falamos da jornada do paciente dentro da instituição, vemos que algumas etapas do protocolo de cirurgia segura, por exemplo, não são específicas de dentro do centro cirúrgico. Há etapas que são realizadas na Unidade de Internação, na UTI, no ambulatório”, reforça a gerente.

Ela reforça que, embora a atividade tenha sido realizada pontualmente, o HCB segue com outros treinamentos, alcançando quem não pôde participar do PitStop: “Existe, no Hospital, toda uma parte educacional voltada para as metas de segurança via ensino à distância e presencial. Esses jogos e campanhas vêm como um reforço”.

 

Texto e fotos: Maria Clara Oliveira