
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) realizou, na quinta e na sexta-feira (09 e 10/03/2023), atividades especiais em alusão ao Dia Mundial do Rim. Na quinta-feira, crianças diagnosticadas com síndrome nefrótica se reuniram no Espaço da Família. A equipe multidisciplinar responsável pelo tratamento delas (médicos nefrologistas, psicóloga, nutricionista, fisioterapeuta) tinha o intuito de integrá-las em brincadeiras e ensinamentos que, de formas lúdicas, contribuíram para o aprendizado de cuidados necessários para sua condição.

Segundo Sofia Duarte, psicóloga hospitalar, a comemoração também fez com que as crianças se conhecessem e entendessem que não estão sozinhas, há outras que também receberam o mesmo diagnóstico. “O intuito era que elas encontrassem outras crianças que também passam pelo o que elas passam e compartilhassem experiências de que é possível fazer o tratamento e viver com qualidade”, explicou.
Cada profissional fez orientações de acordo com sua área. A nutricionista clínica Naiane Sano, por exemplo, apresentou a Luiz Gabriel de Jesus, seis anos, os elementos de uma alimentação saudável e adequada. Ao final da brincadeira, ele contou por quais alimentos tem preferência: “Eu gosto de comer feijão, carne e... banana!”. O lanche do evento também foi feito de acordo com as necessidades nutricionais das crianças convidadas.

Foram servidos cupcakes com massa de abobrinha, para estimular o consumo de verdura e legumes, e sanduíches com frango desfiado e patê de ricota, além dos refrigerantes caseiros, feito com suco de uva, água com gás e um pouco de beterraba. “São lanches de festa de criança, porém saudáveis e feitos para pacientes renais; sem embutidos (que possuem muito sódio) e com mais proteína” – explicou Sano.

Na sexta-feira, outra atividade foi realizada no hall central, voltada a todas as crianças – mesmo que não apresentassem problemas renais. Elas aprenderam qual é a função dos rins, sinais que alertam para alguma doença e receitas de lanches saudáveis. A receita foi o que mais chamou a atenção de Maria Esther de Moura (foto acima), sete anos, mas ela explicou que aprendeu muitas outras coisas: “Vi o que é saudável e o que não é, e agora eu sei que, depois de fazer xixi, precisa esperar 10 minutos para saber se vai descer mais”, disse.
O pai da menina, Ivonei de Moura, aprovou a ação realizada no ambulatório: “É uma atividade muito importante para as crianças tomarem ciência de que precisam beber água. A Esther mesmo não gosta muito, então eu quis que ela visse como era importante”.
Texto: Beatriz Mascarenhas
Fotos: Maria Clara Oliveira