Semana de Natal encerra 2015

De 14 a 23 de dezembro (segunda a quarta-feira), pacientes, pais e responsáveis que frequentam o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) entraram no clima natalino. No hall, uma decoração especial, organizada pela arquiteta Deborah Ribeiro unia enfeites do acervo do HCB a doações de lojistas do shopping Casa Park e de amigos da arquiteta, criando um cenário festivo. Além de receberem a visita do Papai Noel, os pacientes puderam participar de uma programação especial, voltada às festividades de final de ano.

Na terça-feira (15/12/15), o espetáculo “Saci é uma peça”, produzido pela Andaime Cia, de Teatro, trouxe às crianças um enredo que misturava contos de fada ao folclore brasileiro. “Eu gostei muito da apresentação: das músicas, das danças, de tudo. A melhor parte foi quando a Branca de Neve entrou”, disse Sabrina Xavier (foto abaixo), sete anos.

Ana Luíza Bellacosta, diretora da peça, acredita que “essas apresentações teatrais são bastante importantes dentro de um ambiente hospitalar”. Segundo ela, se apresentar em um hospital pediátrico também é divertido para os artistas: “É a coisa mais legal do mundo quando você vê que as crianças estão entendendo, rindo, compartilhando, se divertindo. Dá para perceber, na expressão de cada um, que eles nem lembram que estão em um hospital”.

No mesmo dia, a dança clássica chegou ao HCB: os alunos da escola Ballet Garden apresentaram trechos do espetáculo “O Quebra-nozes”. Logo que a apresentação terminou, várias crianças tentaram imitar os passos de dança que haviam acabado de ver. Ana Clara Pereira, três anos, não sabe o nome técnico das posições de balé, mas encontrou uma forma de dizer o que chamou sua atenção durante o espetáculo. “Eu achei uma menina dançando. Ela dançava bem assim, e ela ‘negoçou’”, disse a menina. Levantando os braços ao lado dos bailarinos, ela mostrou a pose a que se referia.

Se as crianças se encantaram com os bailarinos, a admiração foi recíproca. Mateus Luiz, que interpreta o Quebra-nozes da história, explica: “Hoje, a gente achou um motivo, um amor maior que a dança simplesmente por dançar, simplesmente aparecer; é saber que a gente faz a diferença na vida de alguém, tentar tirar um sorriso; olhar no olho das crianças e sentir que elas estão felizes”.

Na quarta-feira (16/12/15), o evento começou com o grupo Sopalelê, que apresentou histórias e cantigas infantis às crianças. Logo em seguida, o projeto especial Remédio Musical, presente semanalmente no HCB, trouxe uma atração extra: o harpista Halisson Nogueira, ao lado de Alan Cruz, tocou várias músicas. Os pacientes aproveitaram para cantar e dançar junto. Foi o caso de Ana Clarisse Ferreira, cinco anos. Ela nunca tinha visto uma harpa, mas gostou de acompanhar o instrumento: “Eu aprendi essas músicas na minha escola. Eu sei um montão de músicas, mas quando estou em casa, gosto de escutar pagode”, disse.

O dia continuou com música: o coral Starte Social apresentou canções natalinas aos pacientes da internação e da Unidade de Terapia Endovenosa. Para Luana dos Santos, as atrações musicais “divertem as crianças, elas passam a gostar mais de quando precisam vir ao Hospital”. Luana é mãe de David e Rafael dos Santos, oito meses e oito anos respectivamente, e afirma: “me sinto bem acolhida aqui”.

Na quinta-feira (17/12/15), a Orgutal Casa de Jogos trouxe brincadeiras diferentes para os pacientes e seus pais. Acsa de Souza, seis anos, explica o brinquedo de que mais gostou: “quem fizer a torre mais alta ganha. Não sei se a minha foi tão alta, mas eu achei divertido”.

Renato Berlim, que atua como voluntário no Hospital, já conhecia os jogos da Orgutal e ajudou quem queria brincar. Para ele, “o jogo consegue envolver os acompanhantes, os pais. Com ele, não tem diferença entre quem é paciente, quem é da equipe, quem é voluntário; todo mundo está de igual para igual”. Ele explica que, “dependendo da idade, você tem o tipo de jogo para usar, mas vai calibrando a dificuldade de acordo com a pessoa que está jogando”. Dessa forma, crianças de todas as idades puderam se divertir.

A tarde da quarta-feira teve a presença do Mágico Landim, que deixou algumas crianças surpresas. “Eu nunca tinha visto um mágico, foi a primeira vez. Eu gostei quando ele pegou três lenços coloridos, colocou num saco e transformou numa bandeira”, disse Daniel Barbosa, seis anos, que foi ajudante do mágico em um dos truques.

Gustavo Mariano, oito anos, também viu um mágico pela primeira vez durante a apresentação de Landim. Ao lado de Carlos Ramon, 12 anos, ele se espantou com a mágica feita com argolas: “eu consegui entender só mais ou menos do truque, ele ficava bagunçando tudo e nem deu para ver direito”. Para Landim, se apresentar no HCB foi “um momento mágico e gratificante”.

A programação da Semana de Natal continuou até quarta-feira (23/12/15), com diversas atrações para os pacientes do Hospital da Criança de Brasília.

 

Texto: Maria Clara Oliveira
Fotos: Augusto Almeida, Luís Felgueira e Maria Clara Oliveira

Edição: Carlos Wilson 
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke