Hospital da Criança de Brasília José Alencar

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22/12/2013
Musicoterapia no "Fantástico"

A musicoterapia desenvolvida no Hospital da Criança de Brasília é apresentada no programa "Fantástico" da Rede Globo de Televisão (22/12/13) como uma estratégia importante no tratamento de diversas doenças.

 

A matéria de quase  7 minutos foi realizada pelo repórter Marcello Canelas e pelo repórter cinematrográfico Luis Quilião. Clique na foto para ver a matéria. O texto abaixo foi publicado no site de notícias  G1.

 

" O que a música pode fazer para melhorar a saúde de uma criança? Os resultados são surpreendentes.

O menino frágil e doente só pensava em percussão. “Eu era louco para tocar tarol, caixa. O maestro da banda: ‘não, vai para o trompete’, ‘vai para a corneta’”, conta o musicoterapeuta Cláudio Vinicius Froes Fialho.

Sem se dar conta, o garoto sem fôlego dava fim à bronquite. “Só vim perceber que eu fui curado pela música muito mais tarde”, conta Cláudio.

Anos depois, ao se apresentar em uma enfermaria, já músico profissional, Cláudio ouviria a frase desconcertante: “Você já é musicoterapeuta, só que você não sabe”, lembra.

Foi o bastante para trocar os palcos pelos corredores do hospital. O flautista encantador de meninos vai puxando um cordão de alegria no Hospital da Criança de Brasília. São como pílulas de música contra o estresse provocado por doenças graves.

“Ela consegue, muitas vezes, colocar a criança em estado de relaxamento, onde a criança sai, às vezes, de uma agitação e passa para um estado de tranquilidade”, revela a psiquiatra Eliane Prado.

A musicoterapia é parte da estratégia de tratamento do hospital.

Fantástico: Qual é o efeito que a música tem em você?
Carolina Pessoa, de 15 anos: Eu não fico triste. Não me traz tristeza, fico alegre e canto todo dia.

“Esse problema que eles estão passando, todos aqui, precisam desse suporte para a alma também. Porque a quimioterapia dá o suporte para o corpo físico. E a música dá suporte para a alma”, destaca Tânia Pessoa, mãe de Carolina.

“Em momentos de crise, a gente já percebeu que ela funciona”, explica Cláudio.

O consultório de musicoterapia é como um parque de diversões cheio de instrumentos.

“Estou trazendo ela para um ambiente sonoro. Ela está se suspendendo do ambiente do hospital, de alguma maneira. A partir daí, eu sinto que o trabalho já está sendo feito”, revela Cláudio.

Jonatas é autista.

“Você sabe que uma das características do autista é não olhar nos olhos das pessoas”, diz Julcemar Guilardi, pai de Jonatas.

O menino que nunca olhava diretamente para ninguém, fixa o olhar por um instante até para a câmera. E passa a se comunicar por notas musicais.

“Eu estava na cozinha, aí uma colher caiu no chão e fez um som. E o mesmo som, tipo um mi, ele repetiu vocalizando”, conta Rosemir Guilardi, mãe do Jonatas.

Cláudio foi percebendo que toda criança chega com uma identidade musical. “É como se elas tivessem, na sua vida, sido magnetizadas com algum repertório”, explica.

E a partir de seu repertório íntimo, a criança vira letrista da música que Cláudio inventa na hora.

Ao virar compositora, Tainara combateu o déficit de atenção.

Além das consultas individuais, agendadas, com hora marcada, há também intervenções breves nas outras alas do hospital. A ideia é criar um campo sonoro, um ambiente musical, que permita aos outros profissionais da área da saúde também utilizar a música como ferramenta de tratamento.

Ian tem paralisia cerebral. Enquanto faz os exercícios de fisioterapia, se concentra nos movimentos de Cláudio. E o que era apenas silêncio, vira entendimento profundo.

“Às vezes ela olha para uma coisa que você está tentando fazer ela olhar e ela não olha. E aí quando ele começa a tocar eles entram em um alerta. É muito bonito o que tem acontecido, e as crianças mudam”, diz a fisioterapeuta Patrícia Pinheiro.

O hospital vê resultado até no combate à dor. Os médicos já não acham mais que é apenas melhora subjetiva.

“Tem estudos muito bem montados para tirar, para tentar delimitar essa subjetividade. Esses estudos mostram que melhora, sim, a dor. Diminui dor”, explica o neurologista infantil Christian Müller.

“A gente coloca a criança na mesa lira, o corpo dela todo vai entrar em consonância com essa mesa. Ela vai atingir um estágio que a gente chama de oceânico”, mostra Cláudio.

A mesa lira é a estrela da musicoterapia. Quando deitou nela pela primeira vez, Bianca tinha um gravíssimo problema de pele.

“Causa uma sensação de bem estar, ela possibilita um relaxamento profundo”, avalia Cláudio.

Bastaram algumas sessões para que a alergia de pele, de fundo emocional, desaparecesse. “Me salvou. Me curou totalmente”, comemora a menina.

Para a musicoterapia de Cláudio, a cura é algo contínuo. Como a música, está sempre em andamento. “Um processo de cura foi estabelecido. Não tem uma cura que é um estado de ser saudável, perfeito. Estamos em processo de cura”, ele diz.

Além da cura, a musicoterapia pode ter libertado um dom. Porque ninguém esperava que Bianca, a garota tímida e retraída, tivesse uma voz tão poderosa. Nem ela própria."

 

Fonte: G1

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