Visita do ministro da saúde da Dinamarca

05/09/2014

O ministro da saúde da Dinamarca, Nick Haekkerup, visitou o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) quinta-feira (04/09/2014). Acompanhado dos embaixadores dinamarqueses Svend Roed Nielsen e Kim Højlund Christensen, ele conheceu o tratamento oferecido às crianças diabéticas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – apresentado pela coordenadora do Programa de Educação e Controle de Diabetes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Hermelinda Pedrosa.

Nick Haekkerup contou como a atenção à diabetes é realizada na Dinamarca e ressaltou que, apesar das diferenças nos índices da doença em cada país, ambos têm a mesma necessidade de combatê-la. “A cada ano, quatro mil crianças são diagnosticadas com diabetes no Brasil. Na Dinamarca, o total não chega a quatro mil. Mesmo que os nossos números não sejam iguais, os nossos desafios são”, afirmou.

Foram notadas semelhanças na maneira de lidar com a doença nos dois países. A preocupação do HCB em evitar que a criança precise ser internada é comum ao sistema de saúde dinamarquês. “Vejo que os médicos daqui têm as mesmas metas que nós, que é fazer com que a família passe mais tempo em casa e menos tempo no consultório”, explicou Nick Haekkerup, para quem a hospitalização afastaria a criança dos amigos e de uma vida normal.

Os dois países também se preocupam em conscientizar toda a família do paciente sobre os cuidados necessários em decorrência da diabetes. Segundo o superintendente executivo do HCB, Renilson Rehem, “diabetes é uma doença que envolve toda a família, não é só a criança. A família toda tem que se inteirar da doença e cuidar do sucesso do tratamento e do controle”.

A auxiliar de laboratório Cristiane Batatinha é um exemplo desse envolvimento familiar. A filha de oito anos, Thafila, foi diagnosticada com diabetes há um ano. Fazendo um tratamento multidisciplinar no HCB, Thafila é acompanhada por médica, psicóloga, nutricionista e enfermeira. Cristiane não é a única da família a trazer a menina ao hospital: “Meu marido e meu filho vêm sempre”.

Como a tia de Thafila não ajudava a menina a seguir as restrições alimentares que precisaram ser feitas, Cristiane a trouxe para uma das consultas. “Minha irmã fazia as vontades dela. Tinha uma consulta com a psicóloga: eu trouxe a minha irmã, para a psicóloga chamar a atenção dela”. Hoje, toda a família se adaptou à doença, inclusive modificando os hábitos alimentares para acompanhar os de Thafila.

 

Texto: Maria Clara Oliveira
Foto: Juceli Cavalcante

Edição: Carlos Wilson 
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke