Sinal amarelo

22/06/2017

É comum que, nos primeiros dias de vida, recém-nascidos fiquem um pouco amarelados. Caso a coloração não mude, é preciso investigar se a criança está com uma doença hepática, como a atresia biliar. Para conscientizar pais e profissionais de saúde sobre a importância do diagnóstico precoce, foi lançada a campanha Alerta Amarelo.

João Guilherme Dourado, 11 meses, teve a doença. “A pele e os olhos dele estavam muito amarelos; além disso, a urina dele era muito amarela”, conta sua mãe, Adriele Dourado. Depois de passar por exames que identificaram alterações em seu sangue, suas fezes e seu fígado, o menino foi diagnosticado com atresia biliar e encaminhado para o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), onde iniciou o tratamento.

Antes de completar dois meses de idade, João Guilherme foi operado no Hospital de Base de Brasília, para reparar os problemas identificados em seu fígado. Mesmo assim, a doença continuou a se agravar e ele foi a São Paulo (SP) para um transplante. “Eu doei o fígado para ele e agora ele está melhor”, se alegra Adriele.

A gastroenterologista Elisa Carvalho, coordenadora do corpo clínico do HCB, explica que “o objetivo do Alerta Amarelo não é assustar as mães, pois o bebê pode ter icterícia e, na maioria das vezes, ela é normal”. Porém, se a criança apresentar a pele amarelada por mais de 14 dias, é preciso buscar auxílio médico, já que as doenças hepáticas podem causar sequelas graves.

A campanha Alerta Amarelo foi organizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Sociedade de Pediatria do Distrito Federa (SPDF), com apoio do HCB, do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e do Grupo de Estudos em Hepatologia Pediátrica Brasileiro (GEHPed).

 

Texto e foto: Viniciús Ramos
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke