Ser pai é tudo de bom

09/08/2013

No Hospital da Criança de Brasília (HCB), a presença de homens que acompanham os cuidados dos filhos é constante. Quase todos, quando questionados sobre o que é ser pai, respondem imediatamente: “ser pai é tudo!”.

Há pais que passam a noite acordados, atentos à febre do filho e aqueles que raspam a cabeça para mostrar que a queda de cabelo durante um tratamento é passageira. Eles fazem a diferença na vida de toda criança. Seu amor, cuidado e carinho são essenciais.  A importância do apoio deles é confirmada pela psicóloga do HCB, Clarisse Machado. Ela diz que a presença do pai favorece a maior adesão ao tratamento, proporcionando à criança mais segurança e tranquilidade. “É muito importante a criança se sentir amada, sentir que o pai dá atenção a ela, que o pai se importa”, afirma Machado.

Gilvan Xavier, 32 anos, pai de Luís Ricardo (foto acima), diz que hoje em dia não existe mais a história do pai sair para trabalhar e a mãe cuidar dos filhos. Ele entende a responsabilidade que tem, e sempre traz o filho ao Hospital para consultas com o nefrologista.

Sérgio de Souza, 34 anos (foto acima), se entusiasma ao falar do filho Pietro de 5 anos: “Ser pai é tudo. Ainda mais do Pietro, que é especial. Aí é mais especial ainda! Faço tudo por ele.”

Jailton Matos, 33 anos (foto acima), é pai da Bianca de 7 anos e viu sua vida mudar quando, no começo do ano, a filha teve um acidente vascular cerebral (AVC). “Minha filha foi um presente que a vida me deu. Aprendi a valorizar as coisas pequenas da vida. Mudei meu modo de agir e de pensar depois da Bianca”.

As crianças confirmam a importância da presença e do carinho dos pais. Gabriel revela: “Gosto de brincar com ele, sempre jogamos cartas e gosto de ficar cheirando ele. Sempre que ele pode, vem comigo. Fico feliz quando isso acontece. Fico feliz quando ele vem. Gosto muito das caras dele e do jeito”.

Isabella Cristina Silva, 9 anos, fala com orgulho sobre o pai, Lucimar: “Ele me ajuda com os deveres de casa, brinca comigo de boneca, de televisão, fazendo de conta que a gente é artista. Aí a gente liga a câmera e tudo começa, porque quando eu crescer, vou ser artista! O que eu mais gosto nele, é o sorriso. Ele sempre vem comigo para o Hospital e sempre que tem tempo, brincamos juntos”.