Sapos fervidos ou ossos dançantes

21/11/2013

Duas malas cheias de sapos de pelúcia e muita energia. Antonio Braga Filho chegou ao HCB para fazer os ossos dos funcionários do Hospital dançarem em otimismo. Teólogo, terapeuta, escritor e professor universitário, o palestrante atua na área do desenvolvimento humano. “As pessoas têm que sair do marasmo e se cuidar”, disse.

A parábola que dá nome à palestra conta a história de um sapo que foi colocado em uma panela com a mesma água fria de sua lagoa. A água, que de pouco em pouco era aquecida, agradava o sapo. Porém, em determinado momento, ela ferveu e, mesmo assim, ele não se mexeu, morrendo no processo.  “Atualmente, reclama-se muito de tudo, mas poucas ações de efetiva mudança são feitas para melhorar. As pessoas somem de pouco em pouco”, comenta Antonio Braga.

Com bonecos e brinquedos que expressam os diferentes momentos e perfis citados na apresentação, o professor interage e brinca com auditório lotado. “Conhecemos vários ‘sapos fervidos’ no dia a dia, sempre dizendo que nada dará certo, sendo negativo e rabugento. Mas todos nós temos um pouco disso em alguns momentos, certo?”, pergunta. Para Antonio, as pessoas precisam aprender a relaxar e enxergar o positivo de todas as situações. “Até nos erros e quedas nós conseguimos aproveitar algo”, afirma.

O palestrante define que a escolha entre ser ‘sapo fervido’ ou feliz com ‘ossos dançantes’ é pessoal. “Olhamos e criticamos sempre quem está ao lado. E nós? Quais as nossas falhas e chatices?”. Ele aconselha que observar como outros do convívio reagem à presença da pessoa ao chegar, seja com animação ou tédio, diz muito sobre coisas que podem passar despercebidas no íntimo.  Ao som da música ‘What a Wonderful World’ (Que Mundo Maravilhoso), de Louis Armstrong, o palestrante finaliza: “todos somos especiais e podemos ser felizes”.