Riso para começar a semana

20/03/2017

Na segunda-feira (13/03/17), quem estava no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) pôde escutar muitas gargalhadas. O motivo da alegria eram os palhaços Bocó e Piaba Frita, que vieram ao HCB como parte do projeto Sagrado Riso.

Quando viu os visitantes passando pelo corredor, Laurena Rocha (foto abaixo), dois anos, começou a chama-los. Para a tia da menina, Delmira Barbosa, a visita faz diferença na rotina de tratamento. “Isso ajuda muito, deixa ela feliz, animada, querendo chamar a atenção. Ela logo perguntou se eles também iam entrar aqui”, contou Delmira.

Cada cena apresentada pelos palhaços tirava gargalhadas de Marcela Almeida (foto abaixo), 11 anos: “Gostei muito! O mais engraçado foi quando a palhaça estava procurando um papel”. A menina assistiu a tudo com atenção e chegou a sugerir animais para serem imitados ao longo a visita.

Mãe de Marcela, Conceição Almeida gostou da interação dos palhaços com as crianças. “A Marcela muda totalmente, fica mais animada, nem lembra mais que está em um hospital! É muito bom”, disse Conceição, que também deu boas risadas durante a apresentação.

Davi Tóquio (foto abaixo), oito anos, estava prestes a brincar no pula-pula quando viu os palhaços. Ele logo saiu da fila para falar com os visitantes: “Gosto do pula-pula, mas gosto mais de palhaço, porque é engraçado”. Antes de irem embora, Bocó e Piaba Frita tentaram levantar o menino, mas não conseguiram. Davi sabe bem o motivo da dificuldade – e sua explicação tem base nutricional. “O palhaço não conseguia me levantar porque eu como feijão, mas é feijão preto”, garantiu.

O Sagrado Riso é um projeto promovido pelo grupo de mesmo nome e trabalha com a palhaçaria no âmbito hospitalar. Os palhaços Bocó e Piaba Frita, interpretados por Gabriel Gonçalves e Lorena Aloli, fazem parte do projeto desde o final de 2016 e vão se apresentar no HCB todas as segundas-feiras, até o início de maio.

Para os visitantes, atuar em hospitais é diferente de performances na rua ou no circo. “Tem uma atenção a mais, não podemos fazer aqui o que a gente faz na rua; a gente observa mais”, explicou Gabriel. Lorena concordou: “O palhaço tem esse estereótipo do absurdo, mas também trabalha com o sensível, a escuta, o humano. Me encontrei como palhaça em hospital, não quero mais fazer outra coisa”.

 

Texto e fotos: Maria Clara Oliveira
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke