Pioneiros

08/05/2015

Em 2011, quando Tatiana do Vale percebeu que seu filho Natanael apresentava palidez, achou que havia alguma coisa errada. Depois de passar por postos de saúde e hospitais, ela e Rubem do Vale, pai do menino, descobriram alterações nos exames de sangue do filho que geraram suspeita de leucemia.

“Fomos para o Hospital de Taguatinga e lá encontramos uma médica que já era daqui”, conta Tatiana. Ela explica que “alguns fatores no sangue dele indicavam que ele podia estar com leucemia. Essa médica falou que iam abrir um hospital para atender o Natanael”.

O garoto, que na época tinha dois anos, foi encaminhado ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) antes mesmo da inauguração oficial do HCB. O hospital estava pronto para funcionar, mas ainda não havia acontecido a cerimônia que marcaria o início do trabalho da instituição, de modo que o menino foi o primeiro paciente a receber atendimento.

No Hospital da Criança de Brasília, Natanael recebeu o diagnóstico de leucemia linfoide aguda tipo B. “Ele chegou aqui e a doutora Lucélia Melgares viu que ele realmente tinha leucemia, e nós começamos o tratamento. Foi assim, quinze dias depois da descoberta da doença”, afirma Tatiana.

Ao longo do tratamento, ela saiu do emprego para se dedicar ao filho: “Tive que largar tudo para ficar com ele. Durante esses dois anos eu vi muitas coisas acontecerem, vi muitas crianças doentes. Mas o cabelo do meu filho nem caiu”.

Natanael, agora com seis anos, ainda precisa vir ao HCB periodicamente para consultas de acompanhamento. Mesmo assim, o menino já pode se preocupar apenas com os estudos, com brincadeiras e com os planos de ser bombeiro quando crescer. Já os pais tem outro objetivo: “Esperamos nunca mais ter que voltar a essa luta, porque sabemos que ainda há um risco. Quero que ele tenha saúde. Tendo saúde, ele vai longe”, afirma Rubem.

 

Texto e Fotos: Maria Clara Oliveira
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke