Prevenção de eventos adversos

20/11/2013

Reconhecer que o ambiente hospitalar pediátrico é diferente dos demais e que possui necessidades específicas é primordial para garantir a qualidade do serviço. Assim resume William Wegner, palestrante da I Semana de Gerenciamento de Riscos e Segurança do Paciente.

Durante a manhã do dia (19/11), funcionários do HCB aprenderam um pouco mais sobre como melhorar o atendimento às crianças do Hospital. O doutor em enfermagem ressaltou que a evolução na qualidade do serviço é mais eficaz  com o reconhecimento de erros existentes. “Antigamente as falhas eram escondidas pois a área da saúde é condicionada a nunca cometer deslizes. Errar é humano. É importante considerar que nem tudo dá certo e desenvolver habilidades para prever esses erros”, considera.

Para ele, a análise do quadro pediátrico é diferente em relação aos restantes. “Há quem diga que a criança é um adulto menor. Não é. Inclusive, entre a criança e o adolescente, existem diferenças enormes”. Segundo o enfermeiro, lidar com crianças é mais complexo que com adultos.

Para a garantia dos bons cuidados, a apresentação ainda destacou o reconhecimento e inclusão da participação da família durante tratamento, o lúdico, a diferenciação dos diversos contextos de pacientes e a busca pelo conhecimento de outros serviços de saúde pediátricos.

Já na constatação dos principais eventos adversos, William demonstrou que a infecção hospitalar, falhas no processo medicamentoso, identificação limitada do paciente e falta de acompanhantes estão entre as falhas mais alarmantes do serviço pediátrico. De acordo com dados deste ano da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), “existe uma prevalência de 10% de erros em relação aos serviços que fazem notificações de falhas e que divulgam esses resultados. Dentro desse percentual, 60 a 70% seriam evitáveis se existissem ações voltadas para a segurança do paciente”, disse.

Ao final, William Wegner conclui que investigar erros é elementar para saber onde se quer chegar. “Falhas são consequências, e não causas. Precisamos identificar onde e o que podemos melhorar enquanto grupo”, finaliza.