Pesquisa aliada à prática

10/05/2016

Os seis estagiários bolsistas beneficiados pelo primeiro edital do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) apresentaram os resultados de suas pesquisas. Aprovados para receber as bolsas de estudos em abril de 2015, eles participaram do I Encontro de Iniciação Científica do HCB na sexta-feira (29/04/16).

O evento teve a presença do professor titular de farmacologia da Universidade de Brasília (UnB) Francisco Neves, que ressaltou a importância da realização de pesquisas científicas. “Fazer ciência é uma ferramenta que você vai levar para o resto da vida”, afirmou o professor. Para ele a iniciação científica é uma experiência útil mesmo para quem não pretende seguir carreira acadêmica.

A opinião de Neves é compartilhada com a pneumologista Carmem Lívia Martins, que acompanhou as apresentações dos bolsistas. Para a médica, o importante é “despertar nos alunos a curiosidade para a solução dos problemas que eles vão encontrar em sua profissão; é o olhar do pesquisador traduzido para a nossa prática diária”.

Segundo a bolsista Talita Rolim, que atuou junto à equipe de odontologia do HCB, o estágio complementa os conteúdos estudados em sala de aula: “O mais importante foi a minha preparação, aprendi coisas que demoraria a aprender se ficasse apenas com a teoria da universidade”. A estudante foi escolhida como Destaque na Iniciação Científica do HCB – 2016 graças ao trabalho "Avaliação da efetividade do uso do laser de baixa potência na profilaxia e tratamento de mucosite oral em pacientes oncológicos pediátricos acompanhados no HCB". Talita contou que a distinção é um estímulo para sua carreira: “Acredito que qualquer prêmio que um aluno recebe é gratificante; me deixou mais motivada”.

Gabriel Guimarães também se apresentou no Encontro e se mostrou satisfeito com o estágio: “Pude aprender a metodologia científica em si e aplicar isso na prática”. Depois de ouvir a palestra de Francisco Neves, ele pretende unir as duas carreiras. “Queria combinar as duas. Acho a profissão de professor muito bonita e poder ensinar outras pessoas é muito legal, mas pretendo seguir para a área clínica, também”, explicou.

 

Texto e foto: Maria Clara Oliveira
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke