Pediatras: aqui eles são especiais

25/07/2014

Aos 11 anos de idade, Andrea Pandolfi (foto acima) foi diagnosticada com leucemia. A brasiliense buscou tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal e se curou da doença. Na hora de seguir uma carreira profissional, ela se lembrou da atenção que recebeu e decidiu se tornar médica – hoje, é colega de trabalho no Hospital da Criança de Brasília dos profissionais que a atenderam.

“Os médicos que me trataram fazem parte da equipe daqui: Isis Magalhães, Edvaldo Athayde e José Carlos Córdoba”, conta Andrea, oncologista do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB). Ela é uma dos mais de 150 médicos pediatras que trabalham no HCB e que são homenageados no 27 de julho, Dia do Pediatra.

Ao contrário de Andrea, o alergista Eduardo Morais (foto acima) não tinha tanta certeza de que trabalharia com crianças quando começou o curso superior: “Eu entrei falando que ia fazer geriatria, acabei na pediatria. É uma coisa que não tem muita explicação; pediatria sempre me chamou a atenção”.

Para os responsáveis por pacientes do HCB, gostar de crianças é essencial para o médico que decide ser pediatra. “É diferente você tratar um adulto de você tratar uma criança. Acho que você tem que ter uma atenção a mais, amor a mais com as crianças”, explica Cleidiene Lima, funcionária do abrigo infantil Sociedade Cristã Maria e Jesus que traz os pequenos para consultas no hospital há dois anos.

Esse cuidado especial com o paciente gera um retorno que emociona os médicos. “O melhor do trabalho é a criança reconhecer que a gente cuida dela. Quando ela te vê, dá um sorriso enorme, já identifica que é uma coisa boa”, afirma a gastropediatra Messilene Cavalcante (foto acima)

Interação com a família inteira

Enquanto outras especialidades médicas atendem diretamente seu paciente, quem trabalha em pediatria também precisa dialogar com os pais das crianças. “Ser pediatra é difícil, porque você tem que saber lidar não só com a criança, mas com a família toda, com os pais... É mais delicado, mas vale a pena”, garante a oncologista Andrea.

Para os usuários do hospital, é importante que os médicos saibam interagir com os familiares, sem deixar margem para desentendimentos sobre o tratamento. “O bom pediatra é aquele com quem eu converso, que consegue sanar minhas dúvidas; é aquele que, quando a gente questiona, dá as informações que a gente necessita”, explica Olga Guedes, que traz o filho Mauro, de sete anos, para consultas neurológicas no HCB.

Unindo o conhecimento médico, o amor pelas crianças e a boa relação com os responsáveis, os pediatras mostram sua importância para a saúde dos pequenos pacientes. Além disso, assim como aconteceu com Andrea, eles ajudam a construir os projetos para o futuro – Mauro, por exemplo, não tem dúvidas sobre o que será quando crescer: “Médico. E eu já sei, vou ser pediatra!”.

Evento de encerramento das comemorações do Dia do Pediatra

 

Texto: Maria Clara Oliveira
Fotos: Carlos Wilson e Maria Clara Oliveira

Edição: Carlos Wilson 
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke