Objetos reciclados divertem crianças no HCB

24/09/2013

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) utiliza o artesanato como entretenimento, interação dos pacientes com voluntários e reabilitação para as crianças. A criatividade é uma aliada na hora de lidar com a garotada. É preciso abusar da imaginação para conseguir mantê-las atentas e otimizar o aprendizado.
 
A voluntária Odete de Souza, 75 anos, visita o Hospital por conta própria desde a inauguração, enquanto ainda não existia o programa de voluntariado. A habilidosa artesã não se lembra há quanto tempo produz arte, mas arrisca o palpite de 30 anos. Ela sempre gostou de visitar os hospitais de Brasília e ensinar o seu ofício, mas com o tempo reparou nas necessidades dos locais e começou a produzir, em casa, invenções que ela notou que eram úteis.
 
Flores de produtos reciclados, bandejas de papelão, potes cobertos de tecidos e brinquedos de garrafa pet são algumas das obras produzidas por Dona Odete. Ela conta que qualquer material pode ser aproveitado. Porém, o que faz mais sucesso com a criançada é o famoso “cachorrinho”. Produzido com metade de uma garrafa plástica, bolinhas de isopor e tule, a peça incentiva, pela brincadeira, o desenvolvimento respiratório.
 
Acompanhantes das crianças do HCB também aprendem artesanato. Maria Helena Luna, 61 anos, é voluntária no HCB há um ano e ensina artesanato aos pais. “É um momento que as mães esquecem que estão em um hospital e aproveitam para aprender coisas novas e diferentes. As crianças também gostam de participar”, conta. O material utilizado é cedido pela Associação Brasileira de Assistência às famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Homeopatias (Abrace) e pelas próprias voluntárias.
 
Supervisora técnica de reabilitação do HCB, a fisioterapeuta Patrícia Pinheiro, 29 anos, ressalta a importância da técnica para as crianças. “A produção de artesanato é importante porque você está dando uma função para ela, que passa a se sentir útil, o que facilita a reintegração na sociedade”, afirma. Ela também destaca o uso do artesanato na reabilitação. "Por ser um objeto lúdico, decorado e colorido, acaba sendo mais eficaz do que o aparelho normal", afirma.