Músicas e palhaçadas

03/11/2016

Violinos, violoncelo, triângulo, pandeiro e chocalho. Esses foram alguns dos instrumentos que fizeram a alegria dos pacientes que assistiram à apresentação da PlenaHarmonia, orquestra que visitou o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) na quinta-feira (20/10/16).

A PlenaHarmonia existe desde 2012 e funciona como um sistema socioeducativo para adolescentes infratores. O grupo se apresenta em diversos locais, como creches, teatros, escolas, hospitais e asilos. O repertório muda a cada apresentação – na visita ao HCB, a orquestra trouxe algo especial para as crianças.

“Como em outubro se comemora o Dia das Crianças, nós preparamos um espetáculo diferente para o público infantil. Eu sou palhaço em outro projeto e decidi trazer esse personagem para a orquestra. Deu muito certo”, explica Mafá Nogueira, idealizador da PlenaHarmonia e maestro da orquestra.

Nogueira conta que fazer apresentações para crianças é sempre uma alegria: “É muito bom por causa da sinceridade delas. Quando você vê o riso, percebe que a criança está gostando. Desse jeito, você tem certeza de que está fazendo um bom trabalho”.

O som da orquestra, aliado às brincadeiras de Nogueira, de fato arrancou os risos de muitas crianças. Foi assim com as irmãs Clara, cinco anos, e Júlia do Nascimento, sete anos, e Andreia Neres, oito anos. As três (foto acima) adoraram o espetáculo, sobretudo porque foram chamadas para ajudar o palhaço com alguns instrumentos. “Foi muito legal. Eu e minhas primas cantamos bastante”, disse Andreia.

Cantaram, mesmo. Muitas das canções apresentadas foram cantigas populares e o trio mostrou sintonia com a orquestra ao entoar todos os versos de “Se essa rua fosse minha”. “Essa música é muito fácil de cantar”, explicou Júlia.

Quem também auxiliou a orquestra foi Ana Clara Oliveira (acima, à direita), quatro anos. Com o triângulo na mão, ela não mostrou timidez alguma na frente do público: “não fiquei com vergonha”. Para ela, o melhor da PlenaHarmonia foi a presença do palhaço. “Ele é muito engraçado, me diverti muito”, explica.

Ítalo Oliveira, seis anos, e Valentina Rodrigues, dois anos, não tocaram instrumentos, mas assistiram à apresentação inteira. Ao final, Ítalo lamentou: “eu queria mais”.

 

Texto e fotos: Augusto Almeida
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke