Higienização de mãos reduz gastos

05/05/2014

Na semana especial de higienização das mãos do Hospital da Criança de Brasília José Alencar, a palestrante e fisioterapeuta Luciana Yumi Ue alertou, nesta segunda-feira (05/05/14), sobre a importância de instaurar a cultura da pratica em hospitais e instituições. Subcoordenadora, no Ministério da Saúde, de Qualidade e Segurança do Paciente, Yumi afirma: “tal controle e limpeza não é excesso de cuidado; é cuidado seguro”.

A fisioterapeuta comenta que os gastos em longo prazo de infecções decorrentes da falta de limpeza correta representam mais que o dobro daqueles para higienização. “A administração deve entender que realizar campanhas, comprar material esterilizante, entre outras ações, são investimentos”, afirma.

 Porém, conscientizar funcionários pode ser algo demorado. “Em cada protocolo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, estimam-se seis meses para que todos da instituição absorvam corretamente. O processo demora anos”.

E, além dos funcionários dos hospitais, os pacientes e responsáveis também tem participação ativa para evitar infecções. “É recompensador perceber que a mensagem foi tão bem recebida que até crianças e adultos alertam enfermeiras e médicos para higienizarem-se antes de qualquer interação”, diz. “Com água e sabonete, a limpeza demora de 40 a 60 segundos; com álcool, 20 a 30. Pode parecer pouco, mas o impacto é enorme”, finaliza Yumi.