Brincar faz bem

12/12/2013

As crianças e adolescentes com diabetes e que são atendidas regularmente no Hospital da Criança de Brasília José Alencar tiveram um dia muito especial (veja album de fotos). Sorrisos, brincadeiras e lanches – incluindo bolo – preencheram a manhã e tarde de sexta-feira (6/12). Realizado no Clube da Saúde e organizado pelo grupo de diabetes, com apoio da Coordenação de Comunicação e Mobilização do HCB, o evento foi divertido e integrativo.

Mesmo as fortes chuvas do mês de dezembro não desanimaram as cerca de 40 crianças que compareceram ao clube. Sem sol para piscina ou futebol? Gincanas, pintura de corpo, dança das cadeiras, bolas, bambolês, teatro e muito mais garantiram a diversão mesmo dentro do salão. Maristela Barbosa, endocrinopediatra, comenta que “sair do ambiente hospitalar é fundamental, pois conseguimos mostrar que é possível levar-se uma vida normal, mesmo com a doença”.

Ana Beatriz Soares, 4, não cansou de correr e brincar. O riso vinha fácil enquanto interagia com o corpo assistencial. “Quero brincar com todo mundo”, disse. A psicóloga Priscila Dias ressalta que atividades assim aproximam a equipe dos pacientes e família. “É sempre satisfatório ter dias e momentos assim, quando podemos ficar mais próximos e ganhar mais confiança de todos”, diz.

Entre tanta correria, lanches foram providenciados para recuperar a energia. E há quem estranhe os bolos e cachorros-quentes servidos em conjunto com frutas e saladas. “No grupo de diabetes do Hospital da Criança, as crianças aprendem a contar carboidratos e controlar a própria glicemia. O método é mais dinâmico e permite flexibilidade e liberdade na escolha dos alimentos”, explica a nutricionista Julyanna Marques.

Durante o almoço, cada paciente ganhou uma calculadora para facilitar as contas  da quantidade de insulina a ser aplicada. “A autonomia, aliada ao aprendizado de uma alimentação rotineira saudável, é uma das eficácias do tratamento”, comenta a nutricionista.

No período da tarde, o tempo abriu e permitiu brincadeiras externas. Diversos brinquedos e presentes doados por bancos, empresas locais e pessoas também foram distribuídos para todas as crianças com ajuda do Papai Noel. Outros, mais especiais, como bicicletas, foram sorteados. Jean Lucas Medeiros, 13, ganhou uma mochila. “Parece que adivinharam, porque eu precisava bastante de uma”.

Ednéia Osório, enfermeira, enaltece o vínculo dentro do grupo. “Os pais falam como se o grupo de diabetes fosse uma segunda família, principalmente pelo fator crônico da doença. As visitas e ligações são constantes, então o contato é recorrente”. A interação entre pacientes é tida, também, como fundamental. Thafila Calazans, 7, ao final do dia, declara feliz: “Não sabia que tinham tantas pessoas como eu. Esse foi o dia mais feliz da minha vida”.