Cura chega a 70% dos casos

05/08/2012

Matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense (DF)

Alguns cânceres, embora também acometam adultos, são mais incidentes em crianças. E, nesse último caso, a doença costuma ter maior agressividade, apesar de os pequenos normalmente terem uma resposta melhor ao tratamento. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o índice de cura dos pequenos pacientes chega a 70%.

Os tumores malignos nas crianças geralmente afetam as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Oito cânceres são mais comuns em crianças, segundo o instituto, que estima a descoberta de 9 mil casos deles no país anualmente. A leucemia corresponde a 33% dos casos. Com origem na medula óssea, o mal pode acometer os testículos e o líquido da espinha, provocando dores de cabeça e vômitos. Cerca de 8% dos casos são originados pelo neuroblastoma, que ataca as células sos sistema nervoso periférico e é mais comum na região abdominal. A retinoblastoma, câncer na retina, é responsável por 3% das doenças.

As crianças estão expostas ainda aos tumores do sistema nervoso central e lifoma; ao tumor de Wilms (renal); aos germinativos, que dão origem às gônodas; aos osteosarcoma, nos ossos; e aos sarcomas, com acometimento das partes moles.

É importante ficar atento aos sintomas da doença. Palidez e infecções recorrentes podem ser idício de leucemia, por exemplo. Pupilas esbranquiçadas quando expostas à luz são sintomas de retinoblastoma. Volume incomum aumentado no abdômen surge, em alguns casos, em decorrência de um neuroblastoma ou um tumor de Wilms. Os cânceres representam a segunda causa de morte de crianças e adolescentes de um a 19 anos, de acordo com o Inca. A primeira são os acidentes.