Crianças e funcionários do HCB contra o Aedes aegypti

31/03/2016

De segunda a sexta-feira (14 a 18/03/16), os pacientes do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) se prepararam para combater o mosquito Aedes aegypti. Durante os cinco dias, as crianças que passaram pelas brinquedotecas participaram de atividades especiais relacionadas ao inseto que transmite os vírus da dengue, zika e chicungunha.

“A gente tem que combater o mosquito da dengue acabando com a água parada”, afirmou Willian Gabriel Farias (foto acima), seis anos. Ele explicou o que acontece quando o inseto chega à forma adulta: “o mosquito pica a gente na cabeça, nos braços, no corpo e deixa a gente com uma grande doença”.

A programação incluiu vídeos e apresentações teatrais que mostravam como reconhecer alguns dos sinais das doenças e o que fazer para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Músicas e contação de histórias também foram empregados para conscientizar as crianças, que se “uniformizaram” com camisetas customizadas pela equipe do HCB.

Ana Clara Lucinda (foto acima), cinco anos, participou das atividades e mostrou que sabe como evitar o nascimento do mosquito. “Não pode deixar água parada, não pode deixar pneu com água, senão você cria dengue. Eu já tive dengue, fui para outro hospital e fiquei internada”. Segundo sua mãe, Priscila Lucinda, a menina se cuida para não contrair a doença de novo: “Sempre passo repelente nela; ela já aprendeu e também pede para passar onde o mosquitinho pode morder”.

Já na terça-feira (29/03/16), os funcionários do HCB participaram de uma palestra sobre zika vírus. A coordenadora de infectologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), Eliana Bicudo (foto abaixo), falou sobre a doença e sua situação no DF.

Durante a palestra, Bicudo explicou a origem do vírus da zika, as dificuldades de diagnóstico da doença e a ligação com a microcefalia. A infectologista também abordou as formas de contágio e as razões para a transmissão da doença no país. “Condições como falta de saneamento fazem com que as doenças cheguem ao Brasil e fiquem por aqui”, afirmou.

Os funcionários do HCB aproveitaram o evento para tirar dúvidas sobre a transmissão do vírus. Segundo a palestrante, as informações sobre o zika mudam muito rápido, porque ainda se sabe pouco sobre a doença. Ela listou as formas de contágio de que se tem notícia (o vírus já foi encontrado no sêmen e na saliva), mas ressaltou o protagonismo do Aedes aegypti na transmissão. “O único elo que temos é o mosquito; precisamos ter uma mudança de atitude geral para quebrar esse elo”, disse.

 

Texto e fotos: Maria Clara Oliveira
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke