Começo da jornada

11/12/2014

Um grande passo na vida de um estudante é viver, na prática, o que aprende em seu curso; experimentar a profissão desejada antes de entrar oficialmente no mercado de trabalho. Essa oportunidade é aproveitada por meio do estágio. Segundo dados da Coordenação de Administração de Pessoal (CAP), o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) recebeu, somente em outubro de 2014, 26 estagiários. No HCB, o maior fluxo é na área do Voluntariado, seguida pelo Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same).

Brenda Nóbrega, 20 anos (foto acima), estagiária do Voluntariado e estudante de Saúde Coletiva na Universidade de Brasília (UnB), afirma que é complicado conciliar estudos e estágio. “A UnB demanda uma carga horária muito grande do estudante. Às vezes, tenho dificuldade de aparecer no horário certo aqui no Hospital. Tem dia que chego tarde em casa e, com muita força de vontade, ainda fico acordada para poder estudar”. Brenda está no último semestre do seu curso. “No momento, minha vida social acabou por causa do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Devido a isso, até no final de semana estou estudando”, explica.

Éric Luís da Silva, 24 anos (foto acima), estagiário de Psicologia da Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas (CDP), entrou no Hospital da Criança de Brasília em setembro e também precisa conciliar estágio, aulas e trabalhos da faculdade. “Meu horário é das 8h30 às 14h30 e minha aula começa às 19h15; saio daqui e vou para a faculdade. Das 15h30 até às 19h, estou estudando. Junto o útil ao agradável”, conta. Éric foi selecionado entre 130 inscritos para a vaga, e compara o processo seletivo a um reality show: “Foi quase um ‘The Voice’, bem concorrido. Achei que não ia passar”.

O estágio gera impressões positivas em quem passa aqui. Quando chegou ao HCB, Brenda Nóbrega se preocupou. “Pensei: ‘será que eu vou encontrar o meu curso aqui dentro?’. Mas pela abordagem diferenciada da instituição, eu consigo ver meu curso bem claro e acho bem rico para a minha formação”, conta. Éric da Silva destaca os pontos altos que percebeu quando começou o estágio. “Gostei do clima daqui. A equipe é bastante unida, muito bacana de trabalhar, então deu vontade de ficar. Não é todo lugar que é assim”, explica.

Com a experiência prática, pode ser que a pessoa inclusive decida mudar sua área de atuação. “Quando eu iniciei o curso, era bem forte a ideia de trabalhar com crianças, me especializar em psicologia clínica infantil; mas no decorrer do curso você conhece outras áreas e vê que não é bem assim que você imaginava. Ou a área é mais chata de alguma maneira ou realmente o seu perfil não se enquadra no que pensava. Eu mudei um pouco de ideia, mas quem sabe? Eu gosto de crianças, aprendo muito, só receber as crianças dá vontade de ser psicólogo aqui, se especializar. Agora, estou focado na área organizacional. Vamos ver, quem sabe”, conta Éric.

 

Texto: Leonardo Farias
Fotos: Maria Clara Oliveira

Edição: Carlos Wilson 
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke