Caligrafia para saúde

12/03/2014

Centenas de páginas, palavras e horas despendidas em cima de grandes livretos da Agência de Transfusão do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB). As anotações podem ser fator primordial para a saúde de pacientes do HCB. Os registros de transfusões realizadas pelo Hospital é feito integralmente à mão pelos funcionários da agência. Informações sobre tipo de sangue utilizado, doador, origem, identificação do paciente, entre outros, enchem as 200 páginas de cada livro. Na Agência, a caligrafia recebe atenção especial e dedicação.

“A letra tem de sair bonita, né? “, comenta Ana Paula Freitas, biomédica do Hospital da Criança de Brasília. Ela é uma das funcionárias que cuida do preenchimento dos cadernos. “Eles são primordiais para o rastreamento de doadores de sangue, assim como os receptores e medicações aplicadas”, explica. A organização das informações é, portanto, fundamental. “Tempo considerável do dia é gasto cuidando dos livros, que são um reflexo de boa parte do trabalho exercido no setor”, comenta Ana Paula.

Maria da Graça Conceição Melo, médica hematoterapeuta do HCB, explica que o sistema funciona de acordo com determinações do Hemocentro. “Os livretos são considerados documentos oficiais. Mesmo que façamos registros em outros lugares, os cadernos que contam”, diz. Como os livros são guardados por vinte anos, podem ser consultados por diversas pessoas ao longo do tempo. "Tudo tem de ser legível e sem erros", alerta.

Entretanto, o sistema mudará em breve. “A escrita manual nos cadernos será substituída pelo registro digital em computadores”, comenta Maria da Graça. O Hemocentro já está implementando a fase inicial em outros hospitais do Distrito Federal. Ainda não há previsão para a substituição no HCB.