Atenção ao Entorno

19/09/2012

Matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense (DF)

Além de crianças do Distrito Federal, pacientes do Entorno e de outros estados serão beneficiados com a ampliação dos serviços no Hospital da Criança de Brasília, como esclareceu o diretor-executivo da instituição, Renilson Rehem. “Os serviços estão funcionando. Estamos fazendo raios X, tomografia, ultrassom. Tudo isso para garantir à criança, uma atenção integral. E a nossa ideia é atender tanto as pessoas daqui como aquelas que vêm do Tocantins, de Goiás, da Bahia, de Minas Gerais.” Ele calculou que são praticamente 20 especialidades pediátricas ofertadas no espaço.

A família Domingos, da cidade de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, é uma das citadas pelo diretor-executivo do HCB. Há três meses, o microempresário Orlando, 38 anos, e a esposa, a dona de casa Clemilda, 31, fazem o trajeto de 200km para tratar o pequeno Matheus, 9, diagnosticado com diabetes. Segundo o pai, desde o início do acompanhamento, o menino conseguiu emagrecer cerca de 8kg. “Agora, o problema está controlado. Ele é outra pessoa. O tratamento daqui é muito bom”, avaliou Orlando. Eles passaram também pela rede particular, mas foi no HCB que resolveram ficar. “Aqui, ele é atendido por psicólogos, nutricionista, endocrinologista. Está sendo satisfatório”, completou a mãe.

História

A Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), instituição reconhecida e atuante no DF, moveu esforços e mobilizou a sociedade civil para erguer um centro especializado, com recursos plenos e gerenciamento integrado e multiprofissional da criança e do adolescente. Assim nasceu o projeto do Hospital da Criança de Brasília José Alencar. Em novembro, o espaço foi inaugurado. Depois de concluído o Bloco I, a Abrace doou o imóvel ao GDF.

O HCB é público, financiado com recursos do GDF e, portanto, faz parte da rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que cedeu alguns profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e nutricionistas. Por ser de especialidades pediátricas, o hospital não tem emergência. A criança atendida em um posto de saúde ou hospital da rede, que precise de consulta especializada, será encaminhada pelo pediatra para marcação de consulta central de regulação.

>> Depoimento

Exame com humanização

“Hoje estou falando como usuária, porque tive uma filha que se tratou na rede pública. Acho que essa é uma conquista para crianças e adolescentes. Até então, se esse público precisasse de uma punção medular, o procedimento era feito sem sedação. A partir de agora, entretanto, essas crianças não terão dor, não passarão por sofrimento. Será um exame feito com humanização. Isso, para nós que somos pais e mães, é um consolo.”

Ilda Peliz, presidente da Abrace