Arte e Vida Itinerante

01/10/2019

Os palhaços do Grupo Risadinha estiveram no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) na sexta-feira (20/09/19) e, durante a visita, interagiram com crianças que estavam aguardando atendimento ambulatorial. A apresentação foi realizada como parte do projeto Arte e Vida Itinerante, promovido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc).

Enquanto passeavam pelo ambulatório do HCB, os palhaços Pipino e Chups conheceram Guilherme Farias (foto acima), sete anos. O menino correu para conhecer os visitantes e se divertiu participando de suas brincadeiras.

Bruna de Lima (foto abaixo), oito anos, estava em uma das brinquedotecas do Hospital quando viu Chups e Pipino. No início, ela não queria papo com os palhaços – em pouco tempo, porém, fez questão de conhecê-los e convida-los para brincar.

Os visitantes explicam que é importante respeitar o tempo de cada criança para fazer a interação. “Elas já têm a experiência dos médicos e das rotinas do Hospital, que precisam ser feitas num exato momento, queiram ou não. Com o palhaço, é diferente, nossa visita não é obrigatória – mas, de pouquinho em pouquinho, vamos conquistando”, afirmou Dênis Camargo, o palhaço Chups.

O cuidado para não invadir o espaço do público trouxe resultados positivos: “Eu queria que eles não fossem embora; gostei deles, uma vez até me fantasiei de palhacinha na escola”, contou Bruna. Sua mãe, Maria Luana de Lima, disse que a filha gosta bastante de circo e de palhaços.

Esta foi a terceira vez que o HCB recebeu o Grupo Risadinha. Os artistas já têm experiência com performances em instituições de saúde, sempre tentando levar leveza e fantasia ao público. Para Guilherme Carvalho – o palhaço Pipino –, porém, o trabalho na pediatria é diferente. “Os adultos precisam desse conforto mais que as crianças, porque sabem que a criança tem cirurgia no dia seguinte, que está com uma doença grave. A criança não tem essa noção tão consciente do perigo que está correndo, então é mais fácil entrar na brincadeira”, explicou.

Carvalho garante que, ao final das apresentações, é comum ver os pais das crianças um pouco mais tranquilos: “A gente já viu muitos adultos, depois, aliviados, com outro olhar, com um sorriso ao ver as crianças sorrindo".

O Arte e Vida Itinerante é um desdobramento do projeto Sesc Festclown – festival de Palhaçaria realizado no Distrito Federal que geralmente inclui hospitais, como o HCB, em sua programação. De acordo com o assistente da Coordenação de Cultura do Sesc, Ivaldo Gadelha, o Sesc decidiu transformar as intervenções artísticas em um projeto sistemático por acreditar que elas têm impacto positivo no ambiente hospitalar. “É um projeto simples, de amor, solidariedade e humanidade, mas também é um trabalho sério, feito com artistas que têm experiência – e é uma experiência única, tanto para os artistas quanto para a plateia”, disse Gadelha.

 

Texto e fotos: Maria Clara Oliveira
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke