Hospital da Criança de Brasília José Alencar

Eventos Técnico-Científicos AA
Curso em Cirurgia Pediátrica Ambulatorial de Pequeno Porte

09 de agosto de 2018
Hospital da Criança de Brasília José Alencar

inscrições encerradas

            

   

CONTATO 

 

Centro Integrado e Sustentável de Ensino e Pesquisa - CISEP 

Hospital da Criança de Brasília José Alencar – HCB

E-mail: cisep@hcb.org.br  

Telefone: (61) 3025-8482

 

 

 

 

Plano de Ensino

Introdução


A Cirurgia Pediátrica tem como objetivo principal a assistência aos pacientes pediátricos com transtornos à saúde com necessidade de tratamento cirúrgico.
Os atendimentos cirúrgicos realizados podem-se dividir em:
 atendimento cirúrgico de urgência e emergência: a pacientes vítimas de politraumatismos e a pacientes com afecção cirúrgica não traumática, incluindo aqueles do período neonatal;
 atendimento cirúrgico eletivo: a pacientes com afecções cirúrgicas de pequeno, médio e grande porte.
Em crianças, os procedimentos cirúrgicos eletivos de pequeno porte em sua maioria e boa parte dos procedimentos de médio porte podem ser realizados em caráter ambulatorial, que são aqueles em que as mesmas não necessitam de internação após o processo de recuperação anestésica. Desta maneira, as afecções cirúrgicas ambulatoriais são área de atuação em Cirurgia Pediátrica, e constituem a maior parte da demanda por consulta ambulatorial eletiva na especialidade.
Os pacientes pediátricos admitidos em consultas ambulatoriais em Pediatria Cirúrgica, geralmente, são encaminhados por médicos da atenção primária de saúde ou por médicos Pediatras. Segundo dados da Central de Regulação Ambulatorial da Secretaria de Estado de Saúde do DF, em 3 de abril de 2017 havia 9009 pacientes pediátricos em fila de espera por uma consulta em Cirurgia Pediátrica, com um tempo médio de espera de 3 a 4 anos, e com aproximadamente 1000 pacientes com 5 ou mais anos no aguardo pela consulta. E após uma avaliação inicial de uma amostra deste grupo de pacientes, observado que aproximadamente 50% desses estavam ou equivocadamente encaminhados para Cirurgia Pediátrica, ou não apresentavam a afecção da descrição do encaminhamento.
O presente Curso em Cirurgia Pediátrica Ambulatorial de Pequeno Porte visa o treinamento de médicos da rede SES-DF nas afecções cirúrgicas pediátricas de pequeno porte, qualificando o encaminhamento para atendimento ambulatorial em Cirurgia Pediátrica e estratificando o risco. Este curso é parte de um projeto estratégico de organização do atendimento dos pacientes regulados para a cirurgia pediátrica na SES-DF.

Objetivo Geral:
Capacitar médicos na identificação, tratamento e orientação de cuidados a pacientes pediátricos portadores de afecções passíveis de intervenção cirúrgica de pequeno porte em regime ambulatorial.

Objetivos educacionais
1. Identificar as afecções passíveis de intervenção cirúrgica de pequeno porte mais comuns, tais como fimose, hérnia inguinal, hérnia umbilical, hérnia ventral, distopia testicular, sinéquia de pequenos lábios vaginais, anquiloglossia, polidactilia, hemangioma entre outros.
2. Classificar a gravidade e o potencial de risco, bem como a melhor idade de encaminhamento para tratamento cirúrgico. Adquirir conhecimentos e experiência prática nos cuidados iniciais aos pacientes com suspeita de afecções passíveis de intervenções cirúrgicas pediátricas de pequeno porte, assim como sobre a orientação e encaminhamento para avaliação e tratamento cirúrgico definitivo.

Público Alvo:
Médicos residentes em Pediatria, Pediatras e médicos da Atenção Primária de Saúde.
Competências e Habilidades:
Ao final do curso, os médicos deverão ser capazes de:
1. Identificar e diagnosticar afecções passíveis de intervenção cirúrgica de pequeno porte, sobretudo, fimose, hérnias, distopias testiculares, anquiloglossia, polidactilia, sinéquia de pequenos lábios e hemangiomas.
2. Estabelecer e orientar tratamento destas afecções.
3. Saber orientar o uso de tratamento tópico de fimose, quando aplicável;
4. Selecionar os casos ambulatoriais passíveis de necessidade de avaliação cirúrgica e/ou de tratamento cirúrgico.
5. Classificar a gravidade de cada caso cirúrgico pediátrico de pequeno porte, para encaminhamento adequado dos pacientes para consulta ambulatorial.

Metodologia:
Esse curso terá a duração de 8 semanas, com encontros semanais presenciais de 4 horas cada, às quintas-feiras das 14h às 18h, no ambulatório do Hospital da Criança de Brasília. Serão formadas turmas de 8 alunos a cada 2 meses, com primeira turma de 2018 iniciando no mês de agosto. Excepcionalmente, a depender da disponibilidade do docente do curso, e em caso de feriados às quintas-feiras, poderão ser necessários encontros em horários outros, para realização integral dos 8 encontros do curso dentro do prazo de dois meses.
O curso de imersão em Cirurgia Pediátrica Ambulatorial de Pequeno Porte terá uma carga horária total de 32 horas, sendo considerada a carga horária semanal de 4 horas. Do total das 32 horas do curso, 6 horas serão destinadas ao conteúdo teórico. No primeiro dia, são destinadas 4 horas para uma ambientação dos alunos do curso ao HCB, para realização de uma avaliação pré-curso, para uma aula teórica sobre as afecções a serem avaliadas durante o curso, bem como para orientação de como são realizados os atendimentos das crianças durante a realização do curso. No último dia do curso, outas duas horas são destinadas para aplicação de avaliação teórica dos temas abordados, bem como avaliação geral do curso.
O participante do curso terá 26 horas destinadas à avaliação clínica do paciente, e será supervisionado pelo médico da equipe de Cirurgia Pediátrica do HCB, com experiência em
preceptoria médica na especialidade. Para o atendimento do paciente, serão utilizados modelos de consultas previamente elaboradas, bem como serão preenchidos formulários específicos para levantamento de dados no futuro. Todos os atendimentos clínicos serão registrados em prontuários físicos e em prontuário eletrônico dos pacientes.

Avaliação:
Será aplicado um teste de avaliação de conhecimentos previamente ao curso e ao final do oitavo encontro, como método de avaliação de aquisição de conhecimentos. Considerar-se-á aprovado no curso de imersão em Cirurgia Pediátrica Ambulatorial o aluno que:
1. Estiver presente no primeiro encontro presencial do Curso
2. Comparecer a um número mínimo de 6 encontros do período do curso (75%);
3. Alcançar aproveitamento mínimo de 70% no teste pós-curso;
4. Alcançar habilidade no atendimento de pacientes com afecções cirúrgicas pediátricas ambulatoriais durante os encontros.
O médico que obtiver resultado insatisfatório no teste e na avaliação prática ou não tiver a assiduidade mínima permitida, poderá se inscrever novamente para o curso, caso ainda haja vagas disponíveis nas turmas futuras, no período da vigência do projeto.
O médico que obtiver resultado satisfatório receberá um certificado de conclusão do curso, emitido pelo Hospital do Hospital da Criança de Brasília.

Inscrição e ingresso no curso:
Médicos residentes: as inscrições devem ser solicitadas pela respectiva COREME ou Supervisor do Programa de Residência Médica, ao Centro Integrado e Sustentável de Ensino e Pesquisa - Cisep/HCB, sendo enviados os dados pessoais (nome completo, contato de telefone e e-mail, número do RG, número do CRM e foto 3x4) e carta de apresentação devidamente assinada pelo Supervisor do PRM e pela chefia do Núcleo de Residência da Fepecs. Médicos assistentes/SES-DF: as inscrições devem ser solicitadas pela chefia imediata da respectiva lotação do servidor ao CISEP/HCB. Deverão ser enviados os dados pessoais (nome completo, lotação, contato de telefone e e-mail, número do RG, número do CRM e foto 3x4).
Todas as informações deverão ser encaminhadas com a antecedência mínima de 15 dias do início do curso. Além disso, todos os participantes deverão realizar suas inscrições online pelo site http://www.hcb.org.br/eventos-tecnicos-cientificos/ . Ao final do curso a emissão do certificado será pelo site.

Corpo Docente:
Dr. Rodrigo Pinheiro de Abreu Miranda
Graduado em Medicina pela Universidade de Brasília (1999). Realizou Residência Médica em Cirurgia Geral (2002) e Cirurgia Pediátrica (2004), pelo Hospital Universitário da Universidade de Brasília - HUB/UnB. Atualmente é Cirurgião Pediatra, com concentração na cirurgia do aparelho digestivo e cirurgia minimamente invasiva da criança, do Hospital de Base do Distrito Federal e do Hospital da Criança de Brasília. Supervisor do Programa de Residência Médica de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Base do Distrito Federal. Coordenador de Cirurgia Pediátrica da Secretaria de Estado de Saúde desde setembro de 2016. Atua como professor voluntário na Área da Medicina da Criança e do Adolescente na Universidade de Brasília. Tem experiência na área de
Medicina, com ênfase em Cirurgia Pediátrica e Preceptoria em Residência Médica, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia do aparelho digestivo da criança, videoscopia pediátrica, cirurgia neonatal e atendimento do trauma pediátrico.
Conteúdo teórico-prático programático:
Hérnia inguinal
Hérnia ventral
Hérnia umbilical
Distopia Testicular
Fimose
Anquiloglossia
Polidactilia
Sinéquia de pequenos lábios vaginais
Hemangiomas

Referências Bibliográficas:
1. Arnold G Coran, Anthony Caldamone, N Scott Adzick, Thomas M Krummel, Jean-Martin Laberge, and Robert Shamberger. Pediatric Surgery, 7th Edition, Elsevier Health Sciences, 2012.
2. Paulo Tubino, Elaine Alves. Pediatria Cirúrgica: Diagnóstico e Tratamento, Brasília, Editora UnB, 2003.
3. Keith L. Moore, TVN Persaud. Embriologia Clínica 8aEd, Elsevier Editora, 2008.
4. João Gilberto Maksoud. Cirurgia Pediátrica, 2a Edição, Revinter Editora, 2003.
5. Ciro Esposito, Antonella Centonze, Francisco Alicchio, Antonio Savanelli, Alessandro Settimi. Topical steroid application versus circumcision in pediatric patients with phimosis: a prospective randomizes placebo controlled clinical trial. World Journal of Urology 26: 187-190; 2008.
6. Jiamming Liu, Jin Yang, Yuntian Chen, Sihang Cheng, Chao Xia, Tuo Deng. Is steroids therapy effective in treating phimosis? A meta-analysis. International Urology and Nephrology, 2016.
7. Srinath Reddy, Viral Jain, Manish Dubey, Pankaj Deshpande, Arbinder K Singal. Local Steroid therapy as the first-line treatment for boyx with symptomatic phimosis – a long-term prospective study. Acta Paediatrica 101, 130-133: 2012.

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