“Um bom corredor”

11/08/2016

Gabriel Klysmann tem 13 anos e é um esportista. Torcedor do Botafogo, ele até se interessa por futebol, mas gosta mais de outro esporte: o atletismo. Sua avó, Maria da Glória Gomes, conta a história do menino, que é fã de Usain Bolt e conquistou o pódio quando participou da Corrida de Reis de 2014.

“Em 2014, o Gabriel ganhou a Corrida de Reis e o secretário de esportes da época me disse para procurar um centro olímpico para matricular ele.

Nós estávamos na lanchonete e, na TV, estavam falando que as inscrições tinham acabado, mas surgiram 500 novas vagas. Eu mandei a minha filha, mãe dele, inscrever ele e o irmão mais novo. Ela falou: ‘mãe, eu não vou inscrever não, porque esses meninos nunca correram’, mas eu falei que o importante era competir. Nós fomos para a corrida, ele ganhou em primeiro e o irmão, em terceiro. Aí, o secretário de esportes mandou que eu fosse em uma Vila Olímpica para inscrever ele; fomos para a vila olímpica do Setor O.

Eu quis inscrever o Gabriel no atletismo, mas só tinha vaga em natação; colocaram ele lá por acaso, já que não tinha a vaga que a gente queria. Quando eu estava conversando sobre a inscrição dele com o coordenador, contei que ele tinha ganho uma medalha na Corrida de Reis. O coordenador falou ‘Esse aqui dá um bom corredor’, mas na hora da inscrição, só tinha mesmo a vaga para natação.

Um dia, a professora de natação disse que tinha um professor procurando por ele. Esse professor veio e falou assim: ‘eu sabia que iria achar vocês aqui; Gabriel, você não vai mais para a natação, você vai treinar comigo!’. Ele perguntou se eu deixaria o Gabriel participar de competições, eu falei que sim. Aí ele começou a fazer as inscrições nas competições e o Gabriel começou a ganhar as corridas – e as medalhas, também.

O Gabriel corre nas provas de 100 e de 200 metros. A primeira vez que ele competiu foi no Centro Olímpico Parque da Vaquejada, esse ano. Ele ganhou três medalhas e veio competir no Centro Interescolar de Educação Física (Cief), aqui no Plano Piloto. Aqui, ele ganhou três medalhas de ouro e a coordenadora me ligou, dizendo que ele tinha sido classificado para participar dos Jogos Escolares em São Paulo.

Antes de participar da Corrida de Reis, o Gabriel já andava muito rápido: quando a gente via, ele já estava lá na frente, tem as pernas compridas. Ele sempre foi bem disposto, não tem preguiça de nada: se chamar às 4h, ele levanta e não tem preguiça; toma o banho, veste a roupa – a blusa do colégio, é ele mesmo que lava. Agora, está sonhando com a viagem para São Paulo”.

 

Texto e foto: Maria Clara Oliveira
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke