De paciente a pediatra

25/07/2014

Depois de passar por tratamento contra a leucemia, Andrea Pandolfi decidiu fazer medicina e atuar na oncologia, cuidando das crianças que chegam ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB).

“Eu me formei em 2004, terminei a pediatria em 2006 e estou no HCB desde o começo do hospital; eu já era do Hospital de Apoio, e vim para cá. Acho que tive vontade de ser oncologista e pediatra porque eu tive leucemia quando tinha 11 anos, e a forma como fui atendida me influenciou. Eu me tratei no Hospital de Base, os médicos que me trataram fazem parte da equipe daqui: Isis Magalhães, Edvaldo Athayde e José Carlos Córdoba.

Foi um período muito difícil. Foi um tratamento longo, você passa por muitas coisas, se afasta da escola, dos amigos... Sua vida passa a ser de casa para o hospital. Eu passava muito mal com a quimioterapia, enjoava muito, mas os médicos sempre atendiam com muita atenção, muito cuidado.

Eu sempre gostei da pediatria, mas a vontade veio depois. Na época do tratamento eu pensava que nunca mais ia querer entrar no hospital. Vontade, mesmo, de fazer pediatria e essa área da oncologia, foi depois. E meus três médicos eram o modelo profissional que eu queria seguir.

Depois que eu tive leucemia, minha mãe conheceu a Abrace, fez parte da diretoria e minha família sempre ajudou. Trabalhei como voluntária, sempre em contato com as crianças. Acho que isso me motivou.

Ser pediatra é difícil, porque você tem que saber lidar não só com a criança, mas com a família toda, com os pais... É mais delicado, mas vale a pena. A gente tem, inclusive, um ambulatório só com os pacientes fora de tratamento. Quando você vê algum, já há não sei quantos anos fora de tratamento, vê que realmente vale a pena. E na área de oncologia, às vezes, é um tratamento longo. Você tem que realmente gostar muito, mas é gratificante.”