A leitora Jucianna

Jucianna Aires, seis anos, é apaixonada por leitura. Apesar da pouca idade, a garota atendida pelo Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) nunca desgruda dos seus livros. Sua mãe, Graziele Aires, apoia esse hábito e conta que a filha já está escrevendo seu próprio livro.

“Ela começou a ler com cinco anos e ainda está naquela fase de descobrir as coisas, mas é toda alfabetizada, já lê e escreve. Acho que todas as crianças que gostam de ler são assim, aprendem melhor.

Achei bacana quando percebi o interesse dela pela leitura. É difícil ver crianças assim, ainda mais por causa da tecnologia. Então eu ajudo naquilo que posso. Compro os livros que ela quer, leio para ela na hora de dormir. A gente tem que incentivar, só assim as crianças tomam gosto.

A Jucianna devora a biblioteca, sempre pega dois ou três livros. Tem até um passe-livre para pegar os que quer. Ela já ganhou um certificado na escola como a melhor leitora e, em casa, tem uma estante cheia de livros. Ela adora ler, está sempre com um livro na mão.

Ela está fazendo um livro na escola, deve ficar pronto até o fim do ano. A cada 15 dias, ela escreve uma parte. Ela me conta que escreve sobre ajudar as pessoas e até sobre coisas do Hospital, como tirar sangue, tomar vacina e os médicos daqui. Ela também fala que o Hospital é muito bom e que todos deveriam conhecer.

Sempre que acontece algum evento sobre leitura, ela me chama. Nós fomos à Bienal e compramos uns seis livros – mas foi complicado, ela queria todos! Mas criança é isso, assim é Jucianna. A gente tem que ensinar as coisas certas para elas, para que elas se tornem adultos conscientes e ajudem outras pessoas.

Meus outros filhos também têm gostos peculiares. Uma tem letra de escritora e é artista plástica, faz caricaturas. O outro gosta muito de jogos eletrônicos e lê muito sobre isso, principalmente sobre como criar jogos.

Eu não faço nada, além de incentivar. Se sou a mãe deles, tenho que incentivá-los, ajudá-los, dar potencial. Sempre incentivar, nunca desmotivar: é isso que os pais têm que fazer.”

 

Texto: Augusto Almeida
Foto: Maria Clara Oliveira
Edição: Carlos Wilson
Coordenação de Comunicação: Ana Luiza Wenke